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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Das coisas que só rolam no meu almoço

Desde semana passada, eu decidi que ia tentar levar uma vida mais saudável, diminuindo a coca-cola e aumentando a saladinha. Até que um dia desses, lá estava eu na fila das saladas, lutando para colocar o máximo de verde suportável no meu prato, quando alguém cutuca o meu ombro:

- QUÊ IIISSO AÍ?

Uma mulher que eu nunca vi na vida apontava pro meu prato. Eu educadamente respondi:

- É brocolis.

- E ISSO É BOM?

- Não, é uma merda, por isso que eu como, odeio comer o que eu não gosto. É sim.

Dei as costas e prossegui a via sacra das folhinhas.

- NOSSA, VOCÊ TÁ COLOCANDO ERVILHA?

- Sim.

- NOSSA, VOCÊ É A PRIMEIRA PESSOA NA VIDA QUE EU VEJO COLOCANDO ERVILHA NO PRATO! - E lotou o prato de ervilha.

Corri em direção às carnes. Eu tentei.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Síndrome da Catástrofe Antecipada

Há duas semanas, eu tinha uma palestra pra apresentar em uma multinacional importante. Redes Sociais e o mercado B2B, coisas que eu saberia falar numa boa. E depois de passar tudo o sufoco e quase parir um filho, eu cheguei à conclusão de que eu sofro da síndrome da catástrofe antecipada. Funciona mais ou menos assim:

Quando eu tenho que falar em público, seja uma palestra, uma apresentação de produto ou whatever, eu não costumo ensaiar. Primeiro porque eu me sinto uma imbecil treinando com um espelho. E segundo porque eu parto do pressuposto que, se eu tenho domínio do assunto no qual eu vou falar, não preciso ficar de enrolação. Eu simplesmente abro a boca e as palavras vão saindo.

Só que, esse excesso de segurança sempre se torna um pesadelo um dia antes do evento. Dá-lhe gastrite, dá-lhe insônia, e quando eu consigo finalmente pegar no sono, o despertador toca dois minutos depois, avisando que não tem mais jeito, o negócio é abusar da maquiagem pra espantar a cara de sono.

E é aí que começa o meu tormento de verdade. Toda vez que eu vou fazer algo do tipo, eu vou prevendo possíveis acidentes que possam me isentar da responsabilidade.

Eu acordo torcendo pra ficar rouca. Nada. Uma dor de barriga. Nada. Os minutos passando. Saio pra comprar café na esperança de torcer o pé. Nada. Volto pra casa, como e ligo pro táxi. E torço pra ele furar o pneu comigo dentro. Ou pegar um daqueles engarrafamentos históricos. Mas não, o trânsito flui normalmente e em cinco minutos eu tou lá. Procuro a recepcionista e ela diz que eu estou adiantada, as outras pessoas ainda não chegaram.

Ok, se o meu pneu não furou, ainda existe a possibilidade do de alguém furar. É isso, por isso que eles estão demorando. Daqui a pouco meu celular toca dizendo que não vai rolar palestra.

Aí todo mundo chega, e a gente sobe pra organizar as coisas.

O notebook podia estar descarregado. Ou cair no chão e estragar pra sempre. Quem sabe se eu derrubar café em cima dele sem querer? O projetor podia não ser compatível.

As pessoas começam a entrar na sala, e se ajeitarem para a palestra.

Será que tem alguém cardíaco? Podia rolar um princípio de enfarto. Mas só um princípio mesmo, pra dar um sustinho. Ou a diretora receber uma ligação urgente daquelas que todo diretor recebe e ela ser cancelada.

Começa a palestra. Ela seria dividida em duas partes, e eu cuidaria da segunda. Ou seja, mais 30 minutos pra alguma coisa acontecer.

Um avião podia chocar contra a empresa, numa área onde não tivesse ninguém. Ou um foco de incêndio surgir do nada. E se o Cloverfield fosse real?

A apresentação dele acaba, começam as palmas. Fudeu, é minha vez.

E se eu desmaiasse? Fingir um ataque de epilepsia será que rola? Ou um surto psicótico e sair correndo e gritando com os braços abertos?

Mas aí não tem mais jeito, chegou a minha vez. Então eu começo a falar, e o nervosismo vai se esvaindo aos poucos. No final, eu nem lembro mais de ter ficado nervosa. O resultado é a sensação de que eu fiz bem feito. Mas não tem jeito. Eu sempre vou antecipar catástrofes.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Namorados e a páscoa

Pelo menos umas 5 pessoas que namoram reclamaram comigo que não ganharam nem um ovinho no domingo. Aí eu vos perguntos, senhoras e senhores, de que serve a porcaria de um relacionamento se não for pra ganhar ovos e coelhos na páscoa???



Feliz dia dos coelhos. :B

domingo, 23 de novembro de 2008

Cromossomo XX

Daquelas coisas que me fazem ter vergonha de portá-los:

Desmarcar compromissos por "não ter o que vestir".


Esquecer com frequência documentos, dinheiro, celular, etc.
E nunca aprender a lição.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

As 10 piores

Você sabe que não tem tempo pra nada quando para de atualizar seu blog não por falta de vontade, não por falta do que escrever, mas por pura falta de tempo.

Porém, meu amigo Marcelocêntrico me propôs um meme que eu não resisti: As dez piores músicas do meu Ipod (no meu caso, Ipobre).

10 - Paul Lekakis - Boom Boom
Supra-sumo dos anos 80. Só ouvindo pra entender. Detalhe pro figurino e pra dança.

9 - Maná - Labios Compartidos
Escolhi essa porque é a mais famosa deles, mas a verdade é que eu não tenho preferência, adoro todas as músicas deles por igual.

8 - Milton Nascimento - Quem Sabe Isso Quer Dizer Amor
Tenho preguiça do Milton Nascimento, acho ele morno demais, mas a minha história de amor com essa música é inesquecível. Me lembra pão de queijo, cidade histórica, doce de leite, todas as coisas boas de MG.

7 - Mocedades - Eres Tu
É trilha sonora de Hashir Shelanu, e é o tema de Rani e Tamara, o casal mais complicado da série. Como eu sou legal, não vou obrigar ninguém a ver a cena toda. A música começa em 1:55.

6 - Alejandro Sanz - Corazon Partío
Band-aid para este coração partido. Trilha sonora do meu alcoolismo. Se eu estiver num bar com jukebox, com certeza eu vou fazer alguém passar vergonha por causa dessa música.

5 - Ana Carolina - Evidências
Atire a primeira pedra quem não sabe essa música de cabo a rabo. E como todo mundo tem um lado puta-e-viado, a versão da Ana Carolina é a minha favorita, obvious.

4 - Quem vai querer a minha periquita?
Nem idéia de quem canta, se é que isso pode ser chamado de cantar. Mas não tem como não se deixar levar pelo embalo da melodia. Amorzinho demais.

3 - Moran Kariti - Shar Bishvilech
Antes de falar da música, eu preciso falar do ritmo. De acordo com a Wikipedia, o Mizrahi (ou mizrahit) é um ritmo israelense que combina elementos de música árabe, turca, e grega. Eu podia pedir pra vocês imaginarem, mas é mais fácil ouvir.

2 - Kobi Aflalo - Shir Ga'aguim
Mais mizrahi. Mas pro Kobi eu peço um minuto de silêncio, porque tirando essa carinha de prazer ao cantar, o cara é genial em tudo o que faz, and i mean it. Pago pau.

1 - Idan Yaniv - Galgal Anak
E pra terminar, mais um mizrahi. Eu ia deixar o Kobi em primeiro lugar, mas o Idan ganhou pelo clipe. O cenário de futebol, todo mundo dançando, e o Idan com uma cara de que realizou o sonho da vida filmando isso. É felicidade demais. Não tem como não gostar, mesmo quem não entende um "a" da música dança junto.



Confesso que essa lista foi dificílima de fazer. Eu ia colocar muito mais música baranga, muito mais música israelense, mas com muito custo eu consegui filtrar. Sei que depois desse post eu vou cair no conceito de muita gente e vou perder uns 2 ou 3 amigos, mas é isso aí. ;)

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Jet Magazine


É o nome da revista que chegou hoje aqui em casa. Embaladinha, com meu nome e endereço no adesivo, tudo bonitinho.

Eu adoro receber brindes em casa, principalmente quando são revistas e/ou livros. Já ganhei muita coisa boa e guardo tudo que recebo. Mas confesso que essa revista me intrigou, por cinco fatores básicos:

a) eu NUNCA andei de avião;
b) eu morro de medo de aviões;
c) eu não po$$o ou poderei andar de avião tão cedo;
d) eu nunca ouvi falar de Jet Magazine;
e) eu nem ao menos desconfiava de uma revista sobre aviões.

Então eu vos pergunto, "porque eu?". Naonde esse povo me achou?
Juro que eu sempre quis tentar entender esses critérios de envio.