segunda-feira, 3 de agosto de 2009

O feijãozinho no dente.

É aquele tipo de situação. Você tá numa festa, interagindo com um milhão de pessoas jovens e descolada. E estão servindo deliciosos bolinhos de feijão. E você como todo mundo que tá ali, tá arriscada a passar um vexame a qualquer momento. Mas né, é feijão, e você adora feijão.

Eis que, pra sua infelicidade, um pedacinho de feijão gruda justo no seu dente. Ele é tão pequeno que você nem percebe. Mas seus dentes são grandes e branquinhos, então ele vira um holofote. E todo mundo começa a perceber.

Só que como é muito mais fácil deixar pra lá, ninguém te conta que tem um feijão ali. E você continua a conversar, a rir, sem saber do que tá acontecendo. Você passa a perceber que todos estão de olhando de um jeito estranho, mas você é meio psicótica desde que nasceu, então né, vai ver é cisma.

Até que alguém com um pouquinho de espírito solidário te chama até o banheiro, e te conta: "olha, comentaram comigo que tem um pedaço de feijão no seu dente, e eu reparei e tem mesmo. então tou aqui te dando um toque pra você tirar."

Aí é claro que você moooooooooooooooooooorre de vergonha. Tira o feijão calmamente, mas fica pensando em tudo o que passou durante o tempo que tava com o feijão.

A próxima meia hora você vai passar no banheiro querendo desaparecer, teletransportar, dissolver e escorrer pelo ralo, qualquer coisa do tipo. Mas depois se vai se tocar que é bobeira ficar assim, e no final vai rir de tudo com a galera.

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Porque é isso que todo mundo deveria fazer: avisar toda vez que tiver um feijão no dente alheio. Eu avisaria.

A história do O.

Há muito tempo atrás, alguém me deu um presente. Não era meu aniversário, nem nenhuma outra comemoração especial. Era só alguém com vontade de me dar um presente, aí foi lá e me deu.

Na época, eu não entendi o porquê. Confesso que fiquei até com raiva. Então eu guardei o presente no fundo de uma caixa, tentando achar algum sentido praquilo.

Passou um ano. Passaram dois anos. E hoje eu finalmente abri o presente.

Hoje eu finalmente entendi.



Thank u.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Vulcão.

Você me dá milhas e milhas de montanhas, e eu vou te pedir o mar.


Arroz é um gênio.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Murphy e a hora do almoço

Quem lê o Não tem Limão há, algum tempo, deve saber que um dos meus blogs favoritos é o ISAC - Isso Só Acontece Comigo. Não só porque as histórias são boas, mas porque é bom saber que existe gente por aí mais azarada que eu.

Acontece que não tem jeito, Murphy é apaixonado por mim, é meu stalker nº 1. E quando ele resolve cismar comigo, basta 1 hora e meia pra que ele consiga arruinar um dia inteiro meu. Tipo hoje.

Tudo começou com meu pai me lembrando que eu precisaria ir ao centro às 11h45 pra resolver umas pendências de plano de saúde. Mas como pro meu pai muito nunca é demais, ele fez questão de me ligar pelo menos umas três vezes pra reforçar. Ok, lá vamos nós enfrentar o inferno.

Tudo já começou errado pelo horário que eu saí da agência: 11h11. Eu falo que esse horário é maldito, mas ninguém acredita em mim. Enfim, fui caminhando lindamente para o ponto, e é óbvio que faltando um quarteirão pra eu chegar o ônibus passou. Tudo bem, eu tinha mais uma opção. Que também demorou pra passar.

Não sei o que rola no centro na hora do almoço, mas parece que todo o calor do mundo se concentra ali, em uns 10 quateirões, incluindo o que eu precisava ir. Desci no ponto errado, andei feito louca no sol, mas enfim, 11h45 lá estava eu no lugar combinado, indo encontrar meu pai e meu irmão.

A mulher começa a chamar os nomes da lista. Nenhuma das pessoas que ela chamava estava ali, mas em momento nenhum ela chamava nossos nomes. Aí eu fui verificar e descobri que estava marcado para o dia 24, e não para o dia 23, como o meu pai havia pensado e fez questão de frizar 32 vezes na minha cabeça. (y)

Claro que ele não assumiu o erro e de quebra tentou transferir a culpa pra mim. Nisso meu sangue subiu, despedi rápido do meu irmão pra não perder a paciência e fui andando em direção à civilzação, descendo aqueles morros horrorosos, repletos de gente feia, suja e suada na Avenida Paraná.

Nessa altura do campeonato eu já estava bem atrasada, e preferi comer no centro pra não demorar mais ainda pra voltar. MC Donalds, here we go.

Mal sabia eu que essa seria a pior decisão do meu dia.

Como eu não como picles, muito menos cebolas, meus pedidos diferenciados sempre demoram. Mas existe uma sutil diferença entre demorar e DEMORAR PRA CARALHO. Que foi o que aconteceu comigo.

Só pra completar, já que tudo estava muito lindo e muito bom, enquanto eu esperava impacientemente, parou uma senhora do meu lado com seus três filhos. Imaginem a minha voz quando eu fico brava e começo a falar estridente assiiiiiiiiiim. Agora multipliquem por 374. Era a voz da tal senhora.

Até aí tudo bem, se ela tivesse chegado lá e feito o pedido e saído fora. Mas Murphy continuava lá. A infeliz NUNCA tinha pisado num MC Donalds na vida, e queria saber de todas as promoções, do que vinha em cada hambúrguer, o preço de tudo e cada uma das surpresas do MC Lanche Feliz. E a cada sílaba pronunciada, aquela voz ecoava no meu cérebro, soando como unhas grandes num quadro negro.

Sem exagero algum, a tortura durou pelo menos 15 minutos. Depois disso o meu pedido chegou? Não, o dela. Eu ainda tive que esperar mais uma eternidade, enquanto a mulher lerda do caixa olhava pra mim com sua cara de lerda e não se movia. Levem a mal não, mas pior que o meu ódio de gente lerda, é o meu ódio de gente lerda COM CARA de lerda.

500 minutos depois, meu pedido chegou, eu embalei pra viagem e saí, em direção ao ponto de ônibus. Que pelo visto devia ter acabado de passar, já que eu levei mais uma boa meia hora esperando o próximo, enquanto tostava no sol.

E assim finaliza mais um lindo dia de almoço na minha vida. E com a plena consciência de que amanhã esse ritual vai se repetir.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Chaveirinhos.

Eu queria escrever lindos post de dia do amigo aqui, demonstrando como cada um de vocês é importante na minha vida, isoladamente e em conjunto. Mas aí me bateu um sono absurdo, e eu não vou perder tempo falando o que todo mundo tá cansado de ouvir.

Só sei que eu Amo cada um de vocês. Do meu jeito estranho de amar as pessoas, mas sim, eu amo. Incondicionalmente.

Feliz dia dos brothers.